Não Se Apega Não


                                                                                                                                                                                                        
 Título: Não Se Apega Não
 Autora: Isabela Freitas
 Editora: Intrínseca
 Ano: 2014
 Páginas:  254
 Capa e projeto gráfico: Contágio Criação




"Cair menina, se reerguer mulher."

Quando vi pela primeira vez o livro da Isabela não fazia ideia que iria gostar tanto. Eu, romântica de carteirinha lendo um livro com um título que prega o desapego? Não eu não. Mas quando comecei a ler logo percebi que o desapego de que a Isabela falava era completamente diferente do que eu imaginava, pois o livro prega o amor-próprio, coisa que muitas de nós mulheres às vezes deixamos de lado.
Numa mistura de chick lit com autoajuda, "Não Se Apega Não" fala de relacionamentos de uma forma real e bem-humorada. Me identifiquei bastante com algumas das situações que a Isabela descreve, e tenho certeza que toda menina pelo menos com uma das situações vai se identificar. O mais interessante é que a estória é tão envolvente que você nem sente as reflexões que está fazendo, ao final do livro que percebi o quanto ele ajuda a entendermos de uma forma leve as paixões e os amores da vida e o porquê nos embaralhamos tanto até chegar ao amadurecimento.
Confesso que fazia algum tempo que eu não "devorava" um livro tão rápido, a leitura flui muito bem e o próprio cuidado que a Intrínseca teve com a capa e início de cada capítulo, faz toda diferença. Não vou contar muito sobre o enredo para não falar nenhum spoiler, mas tudo começa quando a personagem Isabela termina o namoro de dois anos com Gustavo, namoro considerado perfeito para todos que estavam ao redor, mas no fundo não era bem assim. A partir dessa decisão tudo muda e a protagonista tem que lhe dar com situações difíceis, e para superar e aceitar tudo o que ela começava a viver, o apoio dos amigos Pedro e Amanda foram indispensáveis.
Além de ter gostado bastante do livro, é super importante ressaltar que a escritora Isabela Freitas é brasileira, uma jovem como nós, e que a editora Intrínseca está de parabéns pelo trabalho e por ter apostado em alguém daqui.

" A vida acontece todos os dias, independente do que você 
deseje ou queira. Mesmo que você se feche para o mundo, 
ela ainda vai acontecer. O sol nascerá, a tarde cairá,
 o céu se cobrirá de estrelas e a lua iluminará. 
E o que tiver de acontecer vai acontecer."


"É que toda vez que eu me sinto vazia demais
 olho para o céu e imagino que outra pessoa está 
sentindo a mesma coisa de algum lugar do universo.
 E aí tenho certeza que dois vazios transbordam."
[Não Se Apega Não - Isabela Freitas] 







A grande batalha



Hoje o assunto que vou falar aqui é um pouco desagradável para mim, mas tomei coragem depois que vi a Cíntia do vlog Cíntia Disse falando um pouco sobre isso tentando ajudar um seguidor. Bom, o assunto é "depressão". Nunca achei que essa doença fosse bobagem, mas não imaginava o mal que ela pudesse causar. Dia desses uma senhora me falou que um dia vou ajudar as pessoas com minha história, e espero que eu possa fazer isso mesmo.
Primeiro de tudo: sim, eu tenho depressão, e por alguns anos neguei admitir isso. Em mim a depressão chegou mais ou menos em 2011, eu morava sozinha e tinha momentos de profunda tristeza, saudades de casa, dos amigos, mas eu sabia que precisava aguentar aquilo porque estava em outra cidade para estudar. Eu até achava que gostava de ficar sozinha, mas não, eu não gostava. Por várias vezes chorava sentada no chão do meu quarto, desesperada, com medo, e só melhorava quando ia à universidade no outro dia e encontrava meus amigos que conversavam comigo, me confortavam e aos poucos me ajudavam a melhorar pelo menos por aquele momento.
Em 2012 cheguei ao ponto de querer me machucar para tirar a dor que assolava meu coração, mas uma amiga, que a muito tempo eu não tinha contato, me telefonou e eu caí em prantos quando ela falou comigo. Passamos horas no telefone conversando e ela me acalmou. Além disso fui ao hospital algumas vezes com muita dor de cabeça. Fiz tratamento com uma neurologista que disse que eu tinha uma enxaqueca crônica e me contentei, achando que tudo  acontecia  devido à isso. Nessa mesma época tive vários acontecimentos desastrosos em minha família e me vi sem chão, mal levantava da cama, não queria mais sair, dormia chorando e acordava chorando. Uma dor parecia queimar meu coração e eu não conseguia me controlar, mesmo assim continuei sem buscar ajuda.
Em 2013 tive algumas crises, choros, indecisões, mas achava que era normal por conta de tudo o que eu havia passado no ano anterior. Agora em 2014, depois de uma crise quase que incontrolável quando eu estava sozinha e longe de casa, acabei piorando drasticamente, porque a depressão além de me afetar me fez magoar as pessoas que mais amo nesse mundo. As crises então pioraram porque  um sentimento de culpa tomava conta de mim, tive dificuldade de respirar, me machuquei, me senti um verdadeiro lixo, tive muitos enjoos e choros intermináveis. Foi aí que finalmente busquei ajuda.
Meu primeiro passo foi ir até um clínico geral que depois de mais de uma hora de consulta disse o que eu menos queria ouvir: você está com depressão! Comecei a chorar, contei aos meus pais, iniciei o tratamento com a medicação indicada mas ainda me faltava alguma coisa. Decidi com ajuda da minha mãe procurar então um psiquiatra que mudou minha medicação e me diagnosticou além da depressão com transtorno do pânico e ansiedade. Comecei também a fazer análise com uma psicóloga que tem me auxiliado bastante nessa luta. De lá para cá tive sim uma grande melhora, mas ainda tenho indícios de crise, enjoos por conta dos remédios e ainda me entristeço e me irrito muito fácil. O tratamento é lento, no momento estou no quarto mês, e ainda é muito difícil, mas desde então pelo menos não tentei mais me machucar. Procurei também ajuda através da minha fé. Sou católica praticante, acredito fielmente que Deus pode fazer o impossível e dentro da minha Igreja encontrei pessoas que têm sido anjos na minha vida. Já ouvi dizer que algumas pessoas que nem conheço estão clamando à Deus por minha cura. Tenho me confessado todos os meses, e crescido espiritualmente nas minhas orações pessoais, sem dúvidas isso tem sido fundamental para minha melhora.
Gostaria também de esclarecer uma coisa que muitas pessoas julgam e não entendem. Sei porque eu já fiz isso. A questão da automutilação não é algo que se faz porque se quer. O que acontece é que a dor física e espiritual causadas pelo desespero são tão grandes que a vontade de machucar-se aparece como um refúgio, como se fazendo isso a dor e a pressão mental fossem diminuir. Então o que eu posso dizer é que se você está convivendo com alguém que demonstra sintomas depressivos tente ajudá-la o mais rápido possível. Talvez ela seja resistente como eu fui, mas uma hora ou outra ela vai aceitar e entender que é necessário. Já magoei e fiz sofrer muitas pessoas por causa dessa doença horrível, mas creio que um dia virei aqui e direi que estou curada. A batalha é grande, e não é só minha, mas de todos que convivem comigo também, mas acredito que nós vamos vencer!


"Mas as vezes, encontrar a luz,
 significa passar por uma grande escuridão."

(Um Homem de Sorte)





Inexplicável



Costumamos ouvir muito por aí que para tudo existe uma explicação, mas para o que existe em nós eu sei que não tem. Por saber disso, estou aqui mais uma vez tentando com minhas palavras lhe dizer o que sinto, não quero tentar convencer você de que lhe amo porque acho que amor não deve ser convencido, deve ser sentido.
Nosso amor começou a ser sem explicação pela forma como nos conhecemos e nos aproximamos. Lembro que um dia estava no facebook e de repente fui parar no seu, fiquei então olhando sua foto com aquele casaco branco e imaginando que um dia eu gostaria de namorar você, ao mesmo tempo sorri e pensei que eu estava ficando louca, afinal pelo que eu tinha visto você era cheio de amigos que eu não conhecia, tinha uma vida cheia de alegria e não iria querer conviver com alguém tão complicada como eu... E detalhe: você nem me conhecia!
Para mim tudo começou naquele dia. De lá para cá não consegui mais ficar sem notícias suas, de repente em qualquer lugar que eu ia ficava lhe procurando e quando o via meu coração acelerava e me dava um frio na barriga, mas nunca pensei que você fosse se aproximar de mim, até que você chegou! E sabe, depois de tudo, quase dois anos depois, esse frio na barriga não passou e cada vez que lhe vejo meu coração bate mais forte, fico com vontade de correr para seus braços e repetir infinitas vezes o quanto te amo.
Mas o que vim realmente lhe dizer hoje é que esse amor inexplicável se transformou em PROPÓSITO! Tomei a decisão de lutar pelo nosso amor e não vou desistir. Foi à você que prometi meu amor diante de Deus, e quando lembro meu coração se enche de alegria. É por você, por nós, pela família que quero construir ao seu lado que hoje estou aqui para dizer à você e ao mundo que eu verdadeiramente TE AMO, é você o homem da minha vida, meu pedaço de céu aqui na terra, o Lindo do meu coração, o meu Amor para toda a vida! Que seja sempre eu, você e Deus! Eu te amo! 

"Não tem jeito, eu vou fugir desse lugar agora
Vou correndo te encontrar
No caminho compro flores, nossa noite de amor
As flores vão testemunhar
Indescritível é a sensação
Que rola sempre quando a gente se vê
A noite se cala e o mundo todo para
Só pra eu amar você."

(Indescritível - João Bosco e Vinícius)





Renovação das asas





Faz tempo que não escrevo aqui. Não porque não quero, mas são tantos pensamentos, tantas coisas que passam pela minha cabeça que preferi me resguardar durante esse período. Mas não sei se fiz certo, porque desde criança o que acho que faço bem é escrever, e é também o que a maioria das pessoas que cruzam meu caminho me falam. Se é verdade ou não, não sei, mas me faz bem, faz parte de mim e isso não posso negar.
Desde que comecei a escrever em blogs falo sobre coisas normais para uma menina, como desabafos, declarações, filmes, viagens, livros, enfim, só nunca gostei de falar sobre moda, sei lá, sou meio esquisita nesse quesito. Hoje não vou fazer diferente, bom, até vou porque tive medo de escrever aqui tudo o que tenho passado, mas hoje estou começando a passar por um período de transição, e as palavras, que sempre andaram tão perto de mim, precisam fazer parte também desse momento.
Então vamos lá ao ponto! A maioria das pessoas que vêm aqui, seja por qual motivo, deve ter percebido que praticamente não uso mais as redes sociais e que tenho me exposto muito pouco. Isso se deve a um diagnóstico que fui contra durante cinco anos, mas que agora tive que aceitar e procurar ajuda. Tenho convivido com um problema psíquico que prefiro dizer que é um tipo de doença espiritual, porque foi assim que entendi a fala dos três médicos que têm me acompanhado. Mesmo que eles não toquem muito nesse lado da coisa, foi assim que interpretei, e na escola sempre fui bem em interpretação de texto, portanto concluo que é mais espiritual do que físico sim.
Não tem sido fácil, muitos amigos se afastaram, muito do carinho que recebi um dia parece que se foi pelo ralo, e não os culpo por isso, afinal estar ao lado de alguém doente se torna muito pesado. Por outro lado, anjos que não imaginava que estariam ao comigo surgiram, em especial três meninas que tomaram minha dor como presente e que estão lutando ao meu lado em todos os campos da minha vida. Bom, e agora estou vendo que das minhas amizades ficou por perto quem tinha de ficar neste momento, talvez por serem mais fortes e conseguirem me pegar pela mão e me levantar.
Sabe, quero muito ficar boa logo e sei que boa parte da minha cura depende de mim, mas não é nada fácil. Estou aprendendo a conviver com tantos sintomas, tantas reações de remédios que jamais imaginei passar, mas vendo uma pregação da Eliana Ribeiro em que ela dizia que devemos nos agarrar a Cruz e levá-la conosco, tenho percebido que esse tempo de sofrimento tem servido para meu amadurecimento e aprendizado. 
Quero muito um dia escrever aqui que estou curada, que a dor passou e que não preciso mais de tantos remédios. Sei que Deus está cuidado de tudo, me resta paciência para esperar, e acima de tudo FÉ para seguir de cabeça erguida aceitando meus defeitos e me tornando a cada dia uma pessoa melhor! 






Sobre o amor e o fim


Em plena final da Copa do Mundo no Brasil estou aqui trancada com meus pensamentos escrevendo, porque na verdade o que menos importa neste momento para mim é de fato essa final, e sim o meu final.
Nunca consegui lhe dar muito bem com meus sentimentos, amo demais as pessoas, não gosto de vê-las sofrendo, pra falar bem a verdade acho que se eu pudesse tomaria as dores do mundo só para mim, mas as coisas não são bem assim, e quando não consigo fazer tudo como eu gostaria, acabo sofrendo em dobro. 
Eu não acredito que as coisas tenham um fim assim, já sofri muitas perdas, algumas delas irreversíveis, mas o que mais me dói é ter vida, é poder resolver as coisas e não conseguir sozinha, é se sentir desprezada e humilhada diante de tanto amor. Que amor é esse que não se resguarda, que não quer, que atinge, que joga, que não perdoa? Que amor é esse que se alegra com o sofrimento do outro? Que amor é esse que causa dores física e que acaba te obrigando a depender de remédios por medo de não aguentar? Não entendo esse amor, não entendo esse fim...
E ainda tem a saudade que me faz lembrar de pernas entrelaçadas, de abraços quentinhos, de beijos calorosos, de momentos únicos e especiais. E agora o que me restou? Uma calçada fria cheia das minhas lágrimas e das minhas palavras, e um coração que ainda bate forte mesmo estando em pedaços. 
Me dizem muito que vai passar, que vou me reerguer, mas é difícil pensar nisso agora quando se é tão atingida e mesmo assim tudo o que se quer é aquele abraço, aquele beijo... Eu só queria ser cuidada, posso não ser perfeita, mas sei que não sou também uma qualquer. E cada dia que passa e você espera alguma coisa, você recebe NADA, e pensa: é amor ou fim? Ou quem sabe seja o amor querendo meu fim...





Perdão



Sempre precisei perdoar muito as pessoas, não que eu seja melhor que ninguém, claro que não! Mas a vida já me levou por caminhos tortuosos em que precisei fazer decisões sérias, e a única saída que eu sempre via era o perdão. Já precisei perdoar meus familiares, amigos, conhecidos e até mesmo aqueles que nunca tive contato. Hoje estou começando a entender um pouco esse meu lado, quem ama demais parece ter esse não sei se "dom" ou "defeito" mais aflorado, deve ser isso. Não sei se é porque sou coração mole, ou se foram as circunstâncias que me fizeram ser assim, e hoje estou machucada justamente por esse motivo.
Já precisei ser desculpada e perdoada várias vezes, sou humana, sou pecadora. Mas a primeira vez que de fato senti precisar de perdão foi agora. Um perdão que venha com um recomeço, uma nova chance de ser feliz, e só agora estou percebendo o quanto é fácil as pessoas lembrarem seus erros e o quanto é difícil lembrarem dos seus acertos. 
Quando alguém machuca a gente, ficamos doloridos, magoados, tristes, mas quando existe amor verdadeiro tudo é possível, e como num milagre as coisas podem voltar a dar certo. Será que quem não consegue perdoar por completo é porquê não ama mais? Ou é muito medo do futuro? Eu não sei! A única coisa que posso afirmar é que precisar de uma nova chance e não ter é horrível, mas não podemos obrigar as pessoas a ficarem ao nosso lado o tempo inteiro, elas precisam ter o livre arbítrio do que fazer com sua chance de perdoar.
E para falar bem a verdade pra vocês, minha vida virou do avesso por causa disso tudo, e não sei até quando as coisas ficarão assim. Isso me deixa ansiosa e aflita, porque quando a gente depende de alguém para se resolver, parece que não há nada a ser feito, somente esperar... Uma espera dolorida que parece que acaba dia a dia um pouco comigo, que corrói meu coração aos pouquinhos e não me faz ver nada com clareza, a não ser os sonhos que estão sendo jogados fora, talvez por mim, não sei...
Hoje queria ter pra quem voltar, pra onde voltar, mas não tenho, não sei se porque não mereço, se estou sendo castigada, ou se é porque é pra ser assim, só sei que dói muito. 

"Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar
Amar."
(Caio Fernando Abreu) 





Você




As coisas deveriam ser diferentes, porque sempre queremos melhorar e sempre queremos que melhorem para nós. Sei que hoje eu preferia muito mais estar deitada em seus braços planejando o futuro do que aqui chorando sozinha. Sabe, mas apesar de tudo que tem acontecido sei que você é o melhor namorado que eu poderia ter. E eu não trocaria seu amor, sua cumplicidade ou seu respeito por ninguém, e quando eu digo ninguém falo de todo meu coração Amor. Crise todos nós vivemos, e se na primeira desistirmos não vamos conseguir nada na vida, e sinceramente não me imagino velhinha rodeada de livros tomando chá, e sim sentada ao seu lado, segurando sua mão e ainda lhe chamando de Amor.
Se tudo fosse como a gente quisesse talvez a vida não tivesse graça, não teria o que provar, o que lutar, e tudo que é fácil não tem sabor. Eu amo muito você, e desde que nos conhecemos eu sabia que seria difícil, para mim, para você e para muita gente que não aguenta nos ver bem. Hoje sei que muitas pessoas comemoram ao ver que as coisas não estão muito bem entre nós, mas eu não quero dar ouvidos a ninguém, só quero que tudo melhore, que eu possa voltar a ser alguém que você quer por perto, alguém que lhe faça bem de verdade.
Amor, faz mais de um ano que todos os dias mandamos mensagem de bom dia um para o outro, e essa é uma das coisas que mais amo na gente , pois muitas vezes por mais que estejamos magoados não deixamos de fazer isso, um gesto simples, mas que me faz lembrar todos os dias o porquê de eu estar com você e de lhe amar tanto. 
Muitas vezes nos prendemos muito aos erros e aos defeitos, somos humanos, e como já comentei com você certa vez ouvi um padre dizer que se cada vez que alguém que amamos nos decepcionar ou vice-versa "jogarmos a pessoa fora", vamos acabar sozinhos. Em um mundo em que todo mundo joga fora o que quebra, eu escolho consertar! E você quer consertar as coisas comigo? 

Lista de algumas das 1.000.000.000.000.000.000... que amo em você:
1- Seu caráter;
2- Suas covinhas nas bochechas;
3- Sua voz;
4- Suas mensagens de amor;
5- A forma como cuida de mim;
6- Seus abraços;
7- Seus beijos;
8- Seu sorriso;
9 - Seu gosto pelo futebol (assim posso saber o nome de todos os jogadores do mundo e também quando é impedimento rsrs);
10 - Sua cara de bravo;
11 - Ah! O Marrentinho, porque foi você quem me deu ele;
12- E claro seu amor por mim, que é meu maior tesouro.

"Se quer saber, se quer saber
A solução bate aqui dentro desse peito meu
Aonde mora toda imensidão do amor
Se quer saber, a gente ainda pode ser muito feliz, feliz
Mais um dia nasceu e eu vi
Que amanheceu
Sem você a vida é tão sem graça, 
sem você a vida é tão sem graça
E o meu coração, já percebeu
E não quer saber mais de nada
Eu não quero saber mais de nada
Se for sem você"
( Sem você a vida é tão sem graça - Thiaguinho)








O respeito que mereço não depende da roupa que visto



Nem queria falar nada sobre esse lance de estupro por achar que não tenho conhecimento suficiente do assunto, mas sabe de uma coisa? Sou mulher, conheço sim os preconceitos que ainda existem, os perigos que nos rondam e acho que toda fala, escrita ou ajuda é válida. Graças a Deus nunca fui vítima de assédio sexual tão grave quanto um estupro, mas você não acha que existem diversos tipos de estupros? Sim, vários, inúmeros! Quantas meninas são estupradas emocionalmente todos os dias? Quantos olhares maliciosos passam por nós quando usamos uma saia mais curta? Quantos comentários e cantadas baratas já fomos obrigadas a ouvir? Quantas de nós já fomos agredidas por pessoas próximas? Tenho certeza que você homem ou mulher que está lendo esse texto lembrou de alguma situação que viveu ou presenciou não é verdade?
Infelizmente ainda vivemos em um país machista, em que se a mulher andar vestida em uma roupa curta ela é mal vista pela sociedade. Como se não bastasse agora vem essa de que  a mulher é a maior culpada se caso sofrer um estupro? Tenho certeza que eu não pediria ou facilitaria algo sujo, desrespeitoso e violento assim. Já aguentamos caladas muitas coisas, e acredito que se nos acusaram de facilitadoras de um crime tão hostil, devemos mostrar que aparência, gosto musical, cor nem condição social são motivos para aceitarmos qualquer coisa.
Já passei por situações muito desconfortáveis que não chegam aos pés de um estupro, mas que se eu não tivesse sofrido, com certeza não teria sito tão ferida emocionalmente. Vou dar alguns (poucos) exemplos do já que me aconteceu e sei que muitas meninas vão se identificar com alguma das situações. A primeira vez que me senti defraudada emocionalmente foi ouvir meu ex-namorado que vivia me traindo e me desrespeitando, falar palavrões horríveis e até levantar a mão para me bater simplesmente por eu ter usado uma saia curta, ou por não aceitar as traições dele. Depois de um tempo quando fui morar em outra cidade,  um professor começou a me cantar descaradamente, eu nunca dei abertura, mas tive que aguentar conviver com ele, tinha medo até de o encontrar pelo meu bairro, muitas vezes me escondi, tinha nojo até de olhar em seu rosto, e não era só comigo que ele tinha esse comportamento, algumas colegas de sala me relataram o mesmo. Além desses dois exemplos que me fizeram sentir muito mal, tinha um certo medo de alguns moradores e funcionários de lojas do bairro em que eu morava pelos comentários horríveis e os olhares maliciosos que me faziam sentir despida.
Aparentemente não relatei nenhuma situação grave e nem algo que tenha me deixado grandes sequelas realmente, mas me magoaram muito, tanto que não consegui esquecer. Agora pergunto: e uma mulher que já foi estuprada, que engravidou ou ainda contraiu DST's por causa disso? Como deve ser o psicológico delas? Meninas, está na hora de FALAR, GRITAR, seja o que for! Não vamos nos calar, e não importa se o assédio foi grande ou pequeno, ele não deixa de ser constrangedor. Calar só acumula mais dor. 

imagem: we heart it





Sobre ser profesora



Não nasci para ter uma vida normal, sempre me perguntei o porquê de tudo isso, e se realmente compensa ser assim. Quando criança sempre me achei um pouco mais madura que outras crianças que tinham a mesma idade, eu queria que na pré-escola meus coleguinhas respeitassem mais as professoras e certa vez fui até a frente da turma e disse: " Silêncio! Quando for hora de brincar a Tia vai dizer, agora é hora de estudar". Não lembro a reação deles, mas lembro que fiz, nem sei se me tornei uma chata na escola, mas pelo menos eles deixaram a Tia dar aula em paz.
Esse negócio todo de ser diferente nunca foi uma vontade minha, aconteceu naturalmente, mas para ser assim tive que me magoar muito nessa vida... Na adolescência apesar de ter sido tão ferida emocionalmente, nunca deixei minhas responsabilidades de lado, sempre procurei fazer tudo com muito capricho e dedicação, mas parecia impossível para que as pessoas entendessem quem eu era. Vivia rodeada de livros, antes que eles virassem modinha como agora (modinha muito boa por sinal), não entendia os preconceitos que a vida começava a me mostrar e queria fazer alguma coisa diferente, foi aí que eu decidi ser professora, uma revolução para os dias de hoje.
Quando eu decidi o que eu queria ser, e disse isso aos meus professores, ouvi muitos deles dizendo: NÃÃÃÃÃÃÃO! Em casa o susto foi um pouco menor porque de uma menina que vivia escrevendo, cheia de livros, e querendo ensinar tudo a todos, estranho seria outra escolha. Se bem que minha mãe queria muito que eu tivesse feito algo na área da saúde, mas enfim, ela acabou se acostumando. Meus professores buzinaram muito nos meus ouvidos dizendo que eu tinha capacidade para ser médica, advogada, engenheira, e etc. Mas fui firme na minha escolha, e fiquei indignada por eles não fazerem questão de defender o próprio trabalho.
O tempo passou, hoje sei que realmente fiz uma escolha difícil, mas amo tanto o que faço, que não consigo ainda entender o porquê de tantas pessoas acharem que ser professor é falta de opção, é vergonhoso. Certa vez um menino me perguntou: "Mas afinal de contas por que você quer ser professora?" e eu respondi: "Porque eu quero fazer a diferença, fazer alguma coisa que colabore com a vida das pessoas." então ele disse: "É, depois dessa não tenho argumentos, sempre soube que você era diferente."
 Não sei se sou uma boa professora, se realmente consigo mudar alguma coisa, mas é com essa vontade que levanto todos os dias... Professor realmente não ganha muito bem financeiramente, ganha muitos obstáculos e críticas, mas o que mais ganhamos são sorrisos sinceros e lembranças eternas no coração e mente de muitas pessoas.

Texto dedicado àqueles que não me proporcionaram apenas conhecimento de matérias escolares, mas me ensinaram a amar o que faço: Janieri Oliveira, Bia Rodrigues, Wander Nunes, Irlane, Socorro Reis e Aldeiza. 


"A principal meta da educação 
é criar homens que sejam 
capazes de fazer coisas novas."
(Jean Piaget)





Eight



Extremamente forte, mas extremamente delicada, essa é a melhor definição que consegui pensar para nós mulheres . Dois extremos, mundos, seres diferentes em um só. Fico pensando às vezes como é que a gente consegue fazer tantas coisas ao mesmo tempo e ainda arrumar um espacinho para reclamar das gordurinhas, celulites, cabelo, pele e etc. Me desculpem os homens que não concordam comigo, mas pela quantidade de coisas que temos que fazer, rugas, celulite e gordurinhas deveriam passar despercebidas diante de tanta garra.
Com o tempo a gente percebe que é capaz de fazer coisas que nem imaginava e ainda fazemos em sua maior parte bem feito. É aí que fica fácil de se irritar quando vem um homem e diz: " Ahhhh, mas eu sou homem, é diferente, você é mulher e não pode fazer tudo o que eu faço." Mas vem cá, por que mesmo não posso? Às vezes me acho tão feminista quanto a Megera Domada de Shakespeare, mas é que não consigo pensar em algo que nós mulheres não possamos fazer pelo simples motivo de sermos "femininas".
Entendi que não fazia muito sentido dizer que mulher não pode fazer isso ou aquilo, quando morei sozinha durante quase cinco anos. Aí sim como diz nossa querida Rita Lee, fui mais macho que muito homem! Aprendi que para abrir aquele pote de azeitonas, trocar lâmpadas, fazer pequenos consertos, entre muitas outras coisas, eu não precisava de um homem que fizesse por mim. Me tornei mais forte, também aprendi a me defender e deixei de lado o medo de andar sozinha em uma cidade grande. Enquanto isso, vi que muitos dos meus vizinhos precisavam sempre de uma mulher para ajudá-los com a organização da casa, roupas e comida. E eu ali caladinha fazia tudo só e ainda me sobrava tempo para viver em livrarias ou no cinema, fazer cursos e etc.
Uma prima minha vive dizendo que se eu não tivesse nascido mulher eu teria que dar um jeito de ser. Talvez ela fale isso por ver que diante de tantas dificuldades que já tive que enfrentar durante estes 22 anos, não deixei minha feminilidade nem sonhos morrerem. Além de tudo acredito que nós temos sim que defender a igualdade entre sexos, mostrar que somos capazes de muitas e muitas coisas e além disso capazes da coisa mais linda do mundo: podemos gerar uma nova vida!


Dedico a postagem de hoje às mamães do ano Elislândia, Ádila e Nadinne. Vocês têm me mostrado todos os dias a beleza maior de ser mulher, admiro suas histórias e amo cada uma de vocês. Que Deus abençoe mais e mais a gestação destes três Anjinhos que vão chegar.

" Ela tem força, ela tem sensibilidade,
ela é guerreira. Ela é uma deusa ela é
mulher de verdade."
[Ela vai voltar - Charlie Brown Jr.]

imagem: google imagens






Maratona Literária


Alguém aí já ouviu falar na Maratona Literária? Ano passado lembro de ter visto alguma coisa em alguns blogs mas acabei não participando. A maratona consiste em você alcançar uma meta de leitura durante a semana em que ela acontece, seja em números de páginas, livros a mais do que você costuma ler e etc. 
Gostei da proposta porque é você quem decide sua meta e tenta cumpri-la. Vou tentar ir com calma e me propôr a fazer somente o que eu vejo que vou conseguir, afinal trabalho o dia todo e terei apenas intervalos para ler. Além disso vou dar preferência aos livros que comecei a ler e que por algum motivo do universo os abandonei. Minhas leituras serão:


Título: L.A Candy
Autora: Lauren Conrad
Editora: Galera Record
Ano: 2011
Páginas: 316
Tradução: Mariana Lopes Peixoto






Título: Fazendo Meu Filme 4 - Em busca do final feliz
Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Ano: 2012
Páginas: 605




Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autora: J.K Rowling
Editora: Rocco
Ano:1997
Páginas: 223





Mais informações sobre a Maratona Literária, é só dar uma olhadinha no blog Café com Blá Blá Blá , e também pelo página do facebook e pelo twitter




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