Renovação das asas





Faz tempo que não escrevo aqui. Não porque não quero, mas são tantos pensamentos, tantas coisas que passam pela minha cabeça que preferi me resguardar durante esse período. Mas não sei se fiz certo, porque desde criança o que acho que faço bem é escrever, e é também o que a maioria das pessoas que cruzam meu caminho me falam. Se é verdade ou não, não sei, mas me faz bem, faz parte de mim e isso não posso negar.
Desde que comecei a escrever em blogs falo sobre coisas normais para uma menina, como desabafos, declarações, filmes, viagens, livros, enfim, só nunca gostei de falar sobre moda, sei lá, sou meio esquisita nesse quesito. Hoje não vou fazer diferente, bom, até vou porque tive medo de escrever aqui tudo o que tenho passado, mas hoje estou começando a passar por um período de transição, e as palavras, que sempre andaram tão perto de mim, precisam fazer parte também desse momento.
Então vamos lá ao ponto! A maioria das pessoas que vêm aqui, seja por qual motivo, deve ter percebido que praticamente não uso mais as redes sociais e que tenho me exposto muito pouco. Isso se deve a um diagnóstico que fui contra durante cinco anos, mas que agora tive que aceitar e procurar ajuda. Tenho convivido com um problema psíquico que prefiro dizer que é um tipo de doença espiritual, porque foi assim que entendi a fala dos três médicos que têm me acompanhado. Mesmo que eles não toquem muito nesse lado da coisa, foi assim que interpretei, e na escola sempre fui bem em interpretação de texto, portanto concluo que é mais espiritual do que físico sim.
Não tem sido fácil, muitos amigos se afastaram, muito do carinho que recebi um dia parece que se foi pelo ralo, e não os culpo por isso, afinal estar ao lado de alguém doente se torna muito pesado. Por outro lado, anjos que não imaginava que estariam ao comigo surgiram, em especial três meninas que tomaram minha dor como presente e que estão lutando ao meu lado em todos os campos da minha vida. Bom, e agora estou vendo que das minhas amizades ficou por perto quem tinha de ficar neste momento, talvez por serem mais fortes e conseguirem me pegar pela mão e me levantar.
Sabe, quero muito ficar boa logo e sei que boa parte da minha cura depende de mim, mas não é nada fácil. Estou aprendendo a conviver com tantos sintomas, tantas reações de remédios que jamais imaginei passar, mas vendo uma pregação da Eliana Ribeiro em que ela dizia que devemos nos agarrar a Cruz e levá-la conosco, tenho percebido que esse tempo de sofrimento tem servido para meu amadurecimento e aprendizado. 
Quero muito um dia escrever aqui que estou curada, que a dor passou e que não preciso mais de tantos remédios. Sei que Deus está cuidado de tudo, me resta paciência para esperar, e acima de tudo FÉ para seguir de cabeça erguida aceitando meus defeitos e me tornando a cada dia uma pessoa melhor! 





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