O que eu significo para ele? O jogo é mais importante, o cachorro é mais importante, a academia é mais importante e para mim fica o que sobrar, que muitas vezes nem sobra. Ás vezes tenho aquela impressão horrível de que ele não gosta de ficar comigo, não sei, mas tem dias como hoje que dói pensar nessas coisas porque dói aceitar que pode ser isso mesmo. Nunca fui de querer ou gostar de coisas grandiosas, nunca namorei nenhum menino rico, não por falta de oportunidade, mas por falta de coração envolvido mesmo... Nunca fui de querer nada além do próprio amor, de atenção e um pouco de carinho. Sempre fui romântica, apaixonada, e a delicadeza de um carinho ou de um telefonema me fazem falta, mas consigo sobreviver sem, o que não consigo é pensar que tenho sido um fardo, alguém que não se "dispensa" porque se pediu, e isso sim, isso tem me magoado muito. Sei e entendo que o tempo dele é pouco, mas pôxa, e eu? Ele já parou para pensar o quanto trabalho? O quanto sou ocupada? Ele já parou para pensar o quanto me esforço para entre uma aula e outra mandar uma mensagem? Ele já parou para pensar que quando ele vem me buscar seja a hora e o dia que for eu vou e quando eu chego ainda vou trabalhar em alguma coisa da escola enquanto ele pode dormir? Será que ele já parou para pensar que os sumiços dele me deixam aflita? Eu queria muito que ele visse de verdade meu amor por ele e passasse a cuidar mais e a presar pelo nosso amor, porque afinal de contas não se ama sozinho e não se constrói um relacionamento sozinho. Estou ainda aqui tentando em honra ao tamanho do meu amor e a tudo o que ele me prometeu, ainda estou aqui porque apesar de tudo acredito em nós, porque esse jeito dele parece ser uma forma de dizer que se sobrepõe. Tudo que quero é que ele me trate como trata outras pessoas e outras coisas, já desisti até de ser única e especial, só acho que um pouco de carinho dado a quem se ama de verdade nunca é demais. Queria que ele sentisse um pouco da minha falta como sinto dele, acho que é normal sentir saudades não? Não sei se a culpa é minha de me fazer muito presente, ou se realmente minha companhia não é lá essas coisas, o que sei é que tá doendo, o que sei é que provavelmente eu vá chorar até dormir e que não posso dizer nada do que escrevi aqui sabe por quê? Porque a resposta dele será: se não está satisfeita procure outro. O que ele não entende é que se estou lutando não quero outro, se insisto é porque o amo, se choro é porque sinto falta, e se espero é porque ACREDITO!



"Decide aí, enquanto eu vou dar uma volta na cidade,
mas pense bem para depois não se arrepender,
no supermercado não vai me encontrar,
na farmácia não vende remédio para a saudade."
[ Decide aí - Matheus & Kauan]





O amor e a dor de ser professor


Nunca tive dúvidas do que escolhi ser, como o jornalista Alexandre Garcia certa vez falou, ser professor nem é profissão, é vocação! Desde criança gosto desse mundo da educação que para mim ainda é mágico, mas o que tenho percebido é que ao invés de melhorar, as coisas ficam mais complicadas a cada dia. 
Hoje, legalmente, começou a greve na educação do meu Estado e sabe, me corta o coração saber que meus colegas estão lutando pelos nossos direitos, por melhores condições de trabalho e eu aqui parada "sem fazer nada".
Não me lamento nem reclamo do que ganho, ainda moro com meus pais e não tenho filhos, mas sei que não é justo o tanto que ganho pelo tanto que trabalho. Professor, não tem hora para exercer a profissão, é uma espécie de mãe, pai, psicólogo, irmão, amigo, dentre outras dezenas de qualificações, e sinceramente não entendo o porquê de tanto desprezo pelo nosso trabalho aqui no Brasil.
Dia desses fiquei extremamente chateada e agradeci muito por não estar presente enquanto uma tia minha elogiava uma pessoa da família, que tem um salário maior, e dizia que "essa sim era gente, e não fulana que tem uma formaçãozinha fuleira". Pois é, a "fulana" à que minha tia se referiu é PROFESSORA, aliás, uma EXCELENTE professora. Me deu uma vontade de chorar e brigar ao mesmo tempo que depois agradeci por ter conseguido me controlar.
Sei que no Brasil a educação não é prioridade, e quando pensamos que as coisas estão melhorando: booooom! Estoura uma greve! O mais interessante é que somos exigidos até nossa última gota de suor, cobrados para que as aulas sejam dinâmicas, os diários estejam em dias, e mais, que nele as aulas estejam registradas como cartas direcionadas à Presidência da República, que tratemos os alunos, que não estão nem aí para nossas aulas, como celebridades, que façamos nosso trabalho calados como se não tivéssemos direitos e como se fôssemos subordinados de jovens que não estão nem um pouco a fim de aprender!
Apesar de tudo ainda vale a pena estar aqui, ainda vale a pena sonhar que a educação pode mudar o mundo, porque um ou outro aluno destoa do restante e nos faz lutar por ele. Nos  faz passar noites em claro como se fôssemos encontrar a cura para a AIDS, buscando uma maneira diferente de ensinar, e no fim vê-lo brilhando numa universidade sendo grato por cada professor que passou por sua vida.

"Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
naqueles cujos olhos aprenderam  a ver 
o mundo pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais."
[Rubem Alves]





O mesmo endereço



Eu pedi, insisti, tentei, implorei por você, isso você não pode negar, mas a dor de amar alguém que não me ama passou dos limites que pude suportar. Amo muito você, e acabei esquecendo de mim para tentar lhe convencer de que você também me amava, mas não deu certo não é? Pedir amor nunca dá certo... Não tenho atendido, respondido e nem vivido, não por orgulho ou falta de vontade, porque dói pra caramba fazer isso, mas estou com medo. Não quero ouvir mais uma vez que sou culpada por todos os erros da humanidade, que nunca me esforcei e que sou apenas uma menina mimada, meus erros eu já acertei com Deus e com o passado.
Queria muito atender um telefonema seu dizendo: "estou com saudades", "sinto sua falta", "vamos sair?" ou "eu te amo", mas sei que provavelmente será para me dizer que sou culpada por mais alguma coisa, que sou inconsequente, que faço tudo errado. Isso me amedronta, me deixa triste e desconfiada. Durante esses anos você nunca nunquinha me ligou no meio do dia, e hoje você ligou, justo hoje? Só pensei uma coisa: é para brigar, ou dizer que vai sumir, e sinceramente eu não tenho mais condições psicológicas para sofrer com a ansiedade de saber se você me ama ou não.
Dói muito, dói profundamente tentar acalmar um amor que em mim é tão vivo, mas você sabe onde moro (e que raramente saio de casa), sabe onde trabalho e sabe meus horários, se você realmente quiser falar comigo você vem até mim, como sempre fiz para lhe ver. Enquanto isso me perdoe, mas não quero mais ler mensagem alguma sobre meu passado, sobre erros ou julgamentos, afinal eu não tenho o poder de mudar o passado, mas também não posso querer sozinha construir um futuro se você não quer estar ao meu lado. Quem quer esquece orgulho e prioriza muito mais um "te amo" do que um dedo apontado na cara. Como diz uma das minhas músicas preferidas eu não mudei de cidade, tenho o mesmo endereço, ainda imagino aquela velha chuva de arroz em frente à Igreja Matriz, e não vou dizer que não espero mais nada, espero sim, ainda tenho os mesmos sonhos mas não posso fazer isso sozinha. 




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